O Batalhão de Operações Especiais, o famoso Bope do Rio de Janeiro, e o Batalhão de Choque da PM carioca participaram nessa quarta-feira, 9, de uma ação de marketing. Policiais usaram armas não-letais da fabricante Condor e fizeram uma encenação numa “favela cenográfica”, na Baixada Fluminense, para a imprensa.
“Queremos desmistificar a imagem de que as operações do Bope são letais”, justificou o diretor de Relações Institucionais da Condor, Antonio Carlos Magalhães. A Condor diz ser a única empresa no Brasil que fabrica armas não-letais.
Depois do filme Tropa de Elite, sucesso de público no final do ano passado, o Bope ganhou a fama “de pega um, pega geral”. Não é raro os jovens utilizarem em suas rodas de bate-papo os termos do Capitão Nascimento (interpretado por Wagner Moura), como o “pede pra sair”, ou o “você é um fanfarrão”. Confira o trailer acima.
Mas a fama do Tropa de Elite não parou por aí. O Filme dirigido por José Padilha ainda é tema de debate para colunistas, estudantes e até para pessoas que assistem filmes por apenas diversão. Muitos brasileiros sequer conheciam o Bope e ficaram indignados com a forma de tortura que os policiais do esquadrão usam para encontrar traficantes. As cenas violentas, por sinal, são as mais famosas.
Críticos mais pacíficos chamaram o filme de “fascista”. Outros acham que o Tropa de Elite simplesmente mostrou uma realidade, inclusive expondo a corrupção entre policiais. É muita ingenuidade pensar que a PM do Rio conseguiria conter a ação dos traficantes sem a ajuda de um esquadrão, certamente melhor treinado do que o Exército.
Não é difícil de imaginar que pela conotação dada pelo Tropa de Elite , a intenção do Bope de mostrar que agora pode ter seu lado “bonzinho” talvez não tenha o efeito esperado.
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(Lielson Tiozzo)