Um menina recém-nascida, de 1 mês de vida, servia como ´moeda de troca´ na compra de crakc. Sua mãe a negociava por R$ 5,00 em troca da droga, na Vila Areia, Zona Norte de Porto Alegre (RS). A mulher depois era obrigada a devolver o valor ou pagar com cinco camisinhas de sabor de chocolate para ter a filha de volta.
Nessa quinta-feira, 10, uma senhora de 59 anos, que pediu para não ser identificada, evitou que a situação se agravasse. Ao saber que a menina seria vendia por R$ 5,00 à traficantes, resolveu pagar R$ 15,00.
A menina foi encaminhada logo em seguida para o Conselho Tutelar de Porto Alegre e agora aguarda vaga em um abrigo.
Já a mãe que ´vendia´ a criança é procurada pela polícia. Ainda não há pistas sobre seu paradeiro.
Segundo informações do jornal Zero Hora, se a mãe não for encontrada até esta sexta-feira, a menina será encaminhada para adoção.
“É um caso triste que, infelizmente, ocorre com alguma freqüência na região (Zona Norte de Porto Alegre). Recolhemos na vizinhança informações de que essa mãe é consumidora de crack. Ela fica usando a criança como garantia para conseguir qualquer troco para comprar a droga”, conta um membro do Conselho Tutelar, Marcelo Bernardi.
Vejam até que ponto a dependência química pode afetar uma pessoa. Uma menina de um mês servir como moeda de troca para a compra de crack é o fim da picada, é pior ou igual ao caso do menino João Roberto. Este é o Brasil, infelizmente.
A pobre menina deve ter nascido por acaso. A mãe, que obviamente é irresponsável, deve ter engravidado de qualquer sujeito que se aproveitou da sua falta de lucidez. E a criança é um anjinho que agora precisa encontrar abrigo e conforto de uma família decente.
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(Lielson Tiozzo)