Julho 17, 2008...4:43 pm

Hoje completa um ano do maior acidente na história da aviação brasileira

Ir aos comentários

Dia 17 de julho de 2007 foi um dia que não será esquecido por muita gente. Há um ano o Brasil levou um susto ao ter as programações noturnas das rádios, das tvs, interrompidas pela notícia de que um avião da Tam havia se chocado a um depósito da própria empresa, na Av. Washington Luiz, zona sul de São Paulo.

Na hora do acidente ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo, e mesmo um ano depois do desastre, muitas dúvidas ainda faltam ser esclarecidas.

O Acidente

O acidente aconteceu na noite chuvosa de 17 de julho, com o Airbus-A320, vôo 3054 da Tam, que vinha do sul com destino a São Paulo.

O avião que tinha a bordo 187 pessoas, entre passageiros e tripulantes não conseguiu aterrisar na pista do Aeroporto de Congonhas, acabou passando direto, atravessou a Av. Whashington Luiz, bateu em um galpão da própria Tam e explodiu, em seguida.

Além das 187 vítimas que estavam dentro da aeronave, mais doze pessoas que trabalhavam no depósito da Tam Express também morreram.

Possíveis causas

Muitas hipóteses foram levantados sobre o que teria acontecido com o avião, para não ter conseguido pousar. Falaram em falha humana (dos pilotos), falha no reverso (um dos manetes não estava na posição de pouso), a pista molhada, entre outras.

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) ainda não está pronto, mas a causa mais provável, seria a falha no reverso, ou seja, na hora do pouso é necessário que os dois manetes estejam na mesma posição, para que o avião tenha força máxima para parar. Mas ao que se sabe, apenas o manete do lado esquerdo (responsável pelo motor do mesmo lado) estava em posição, sendo que o outro não foi acionado, pois estava travado.

Segundo a assessoria do Cenipa, as investigações estão em fase de conclusão.

Os possíveis responsáveis serão:

- A Anac (Agência Nacional de Aviação); uma vez que era a responsável por aplicar as regras que diziam como operar em caso de chuva, pista molhada, além de vetar pouso com o reverso travado. O que ela não fez naquele dia.

- A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária); por ter liberado a pista do aeroporto, depois de ter ficado fechada para reformas, sem os devidos groovings (pequenas rachaduras que ajudam a escoar a água da chva).

- A Tam; por ter deixado de treinar a tripulação para este tipo de ocorrência.

A família das vítimas

Um ano após o acidente, a Tam fechou acordo de indenização com 78 famílias. Está sendo processada por outras 68, e 53 ainda não se manifestaram judicialmente.

Das 199 vítimas do acidente, quatro corpos ainda não foram identificados.

Veja mais em :

Vôo 3054, um ano depois

Familiares homenageiam os 199 mortos no acidente com o vôo 3054; vizinhos lembram tragédia

Um ano após tragédia, aviação vive ‘calamidade silenciosa’

Aeronáutica ainda não finalizou relatório sobre o vôo 3054

(Paola Peres)

1 Comentário

  • Caros leitores, peço desculpa pela formatação do post, não sei o que acontece às vezes com o Word Press, as letras ficam diferentes na hora em que publicamos.

    Att.
    Paola


Deixe um comentário