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Archive for setembro \29\UTC 2008

A universitária Flaviana Barbosa, de 27 anos, foi atropelada na noite da última sexta-feira, 26, quando andava de motocicleta com seu namorado por uma rodovia de Araraquara (SP).  Ela está internada no Hospital Beneficência Portuguesa da cidade em coma induzido. Já o namorado sofreu apenas ferimentos leves.  

Flaviana estava na garupa no momento em que a motocicleta foi atingida por um carro conduzido em alta velocidade.  Segundo testemunhas, a universitária ficou presa junto ao eixo do veículo e foi arrastada por quase 1 km.

Ainda segundo a versão dos testemunhas, o motorista do carro não parou para prestar socorro, mesmo com o aviso de outros condutores.

Admilson Alves de Oliveira foi detido na madrugada de sábado, 27, e levado inicialmente para a cadeia de Rincão (SP), onde se recusou a fazer o teste do bafômetro e exame de sangue.  Mas, de acordo com a Polícia, o infrator apresentava sinais de embriaguez.

Na manhã desta segunda, Oliveira foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Araraquara.

Em depoimento, Oliveira alega “não ter visto” a moça presa junto ao eixo do seu carro e por isso não parou para prestar socorro.  

Já o pai de Flaviana, o aposentado João Batista Barbosa Neto, de 63 anos, se diz “inconformado” com o acidente.

“Foi algo que não é normal, uma monstruosidade, o motorista sabendo que tava o corpo (da universitária) de lado, arrastando”, lamenta Barbosa.

O aposentado contou que, segundo médicos, o quadro de saúde de Flaviana “está instável desde sexta-feira, nem melhorou e nem piorou”.

 Saiba mais:

‘Foi uma monstruosidade’, diz pai de arrastada por carro no interior de SP

Motorista é preso após arrastar estudante por 1 km

 (Lielson Tiozzo)

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Sem muito alarde e pouco comentada, ela parece ter voltado. E não faz muito tempo que saiu de cena. Começou logo após a Segunda Guerra Mundial e seu fim foi estabelecido em 1991, por conta da falência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Mas, mesmo que ainda quase imperceptível para os cidadãos, vestígios da Guerra Fria estão presentes nos fatos globais acontecidos neste segundo semestre de 2008.

Está na manchete dos jornais (confira algumas delas abaixo). Seja pela internet, no jornal impresso, no rádio ou na TV. É difícil as editorias de jornalismo internacional não comentarem com freqüência sobre a bipolaridade entre o mundo capitalista e o sobrevivente bloco socialista/comunista.  A Guerra Fria, de certo modo, parece estar implícita nos parágrafos que constroem essas notícias.

O mundo parece “dividido”, como há tempos recentes. Enquanto os Estados Unidos vivem uma profunda crise financeira, a Rússia, a antiga rival, entrou em guerra contra a Geórgia, devido à crise na Ossétia do Sul, e ainda tem feito exibições de seu poder bélico no “quintal” norte-americano. 

Com o apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, os russos trouxeram para a América do Sul, nas últimas semanas, alguns bombardeiros de alta tecnologia e agora trarão arrojados navios de guerra.

O Kremlin teve sinal verde do governo venezuelano para fazer operações conjuntas nos mares do caribe e nos céus sul-americanos. Supostamente, seria uma resposta às reprovações verbais dos EUA sobre a guerra contra a Geórgia e ao envio de navios norte-americanos aos mares do leste europeu em apoio aos georgianos.

“União anti-imperialista”

A “união anti-imperialista” tem seu líder: Hugo Chavéz. Ele provoca os “ianques” em todos os seus discursos, ou pelo menos na maioria deles. Parece ser o novo Fidel Castro. O venezuelano foi nesta semana à China para firmar acordos e comprar instrumentos de guerra. Também foi a sua mais nova aliada, a Rússia, com a mesma finalidade.

A justificativa para o armamento da Venezuela é o óbvio: “defender a autonomia do país”. Mas, na verdade, Chavéz já se prepara para uma iminente ofensiva estadunidense na porção sul do continente americano.  

Chavéz mostrou nas últimas semanas ter disposição para aliar russos, chineses, palestinos e os países sul-americanos para uma futura batalha contra o regime imperialista.

A China é uma das potências que mais crescem e preocupam os Estados Unidos. Os russos querem de todas as formas mostrar que têm capacidade militar respeitável.

 O poder bélico chinês seria um dos poucos no mundo capaz de travar uma dura batalha com os norte-americanos.

Crise da Bolívia

A segurança do discurso revolucionário de Chavéz é tanta, que ele se vê no direito de interver na crise interna da Bolívia. O país andino sofre com a ameaça de uma guerra civil, com caráter semelhante à bipolaridade da Guerra Fria. 

De um lado estão os partidários do presidente Evo Morales, apoiadores da constituição de caráter explicitamente socialista que será referendada em dezembro. E, assim como na Guerra Fria, do outro lado estão os neo-liberalistas, os conservadores, os capitalistas.

O presidente boliviano fez questão de definir, durante a última reunião da ONU, que “a rebelião na Bolívia é para combater um modelo econômico, o capitalismo”.

Chavez, nas últimas semanas, quis dar ordens ao exército boliviano. Foi recusado pelo Ministro da Guerra da Bolívia e ainda foi alvo de duras críticas de um importante jornal de Cochabamba. Mesmo assim, deixou claro que “não ficaria de braços cruzados, caso houvesse uma tentativa de golpe para depor Evo”.

A diferença da Guerra Fria para a rebelião na Bolívia é que a violência está presente na manifestações. As ameaças se tornam atitudes radicais e “repudiadas” pela Unasul (União dos países da América do Sul).

São fatos preocupantes

Para estourar uma guerra é preciso basicamente acontecer dois fatos: crise econômica e crise política. As bolsas de valores do mundo todo estão em constante colapso, por estarem ligadas à economia dos EUA, a maior do mundo. O Brasil, mais cedo ou mais tarde, sabe que não irá escapar desta crise, por mais que o presidente Lula esteja otimista.

Logo, o mundo assiste à quebra de bancos e fortes crises financeiras nos EUA (crise econômica) e uma união ideológica e armamentista organizada, principalmente, por Chavéz e seus aliados (crise política).

O cenário parece até mais temeroso do que o desenhando na “primeira Guerra Fria”.

Algumas manchetes:

América Latina precisa da Rússia para conter EUA, diz Chávez 

Na ONU, Evo diz que ocorre ‘rebelião’ contra o capitalismo

Frota russa parte para manobras com a Venezuela

Rússia emprestará US$ 1 bilhão para Venezuela comprar armas

Putin se diz pronto para cooperação nuclear com a Venezuela

Em Pequim, Chávez anuncia compra de aviões chineses

(Lielson Tiozzo)

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O Dia Mundial Sem Carro foi criado em Paris, capital da França, no dia 22 de setembro de 1997. No Brasil, a data é comemorada desde 2001. À época, 11 cidades do País aderiram ao evento: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA).

A data surgiu da preocupação de países europeus com o comprometimento da qualidade de vida e os problemas ambientais gerados pelo crescimento da utilização de automóveis.  Algo muito comum não só países ricos, como também nos considerados emergentes, caso do Brasil.

Contudo, neste ano, o Dia Mundial Sem Carro não teve grande adesão em São Paulo,onde a iniciativa é realizada desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Segundo os registros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento na manhã desta segunda-feira, 22, teve números pouco inferiores do que um dia “normal”.

Às 8h, a cidade acumulava 79 km de lentidão. No mesmo horário e na segunda-feira da semana passada, o trânsito era de 100 km. 

As linhas de metrô, de trêm e de ônibus, as principais alternativas para os paulistanos, permaneceram cheias, como de costume.

Em pesquisa realizada pelo Ibope, os entrevistados contaram que só deixariam de usar seus carros se houvesse uma “boa alternativa de transporte público”.

Políticos

Os candidatos à prefeitura da capital aproveitaram o dia para participar do encontro de discussão sobre o trânsito e o transporte promovido pelo Movimento Nossa São Paulo, no centro.

Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckim (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), os três que lideram as pesquisas de intenção de voto, foram ao encontro de ônibus. 

À jornalistas, os três candidatos prometeram investir no transporte público. Mais corredores e melhoras no sistema do bilhete-único foram as principais promessas. 

Saiba mais:

Candidatos de SP aderem ao Dia Mundial Sem Carro

SP tem trânsito abaixo da média no Dia Mundial Sem Carro

(Lielson Tiozzo)

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A Polícia Civil de São Paulo iniciou na última terça-feira,16, uma paralisação para reivindicar aumento salarial de 15% para este ano e de 12% para 2009 e 2010.

De acordo com o Comando de Greve da Polícia, 80% dos distritos da Grande São Paulo aderiram à greve. No interior a adesão chega a 100%. Mas segundo o governo do Estado, na capital paulistana apenas 30% dos distritos estão paralisados. E no interior menos de 40%. (Dados da Secretaria de Segurança Pública)

A partir de segunda-feira,22, as lideranças do movimento dizem que irão seguir o governador José Serra para pressioná-lo a fazer um acordo. Já que para a Associação dos Delegados de Polícia do estado de São Paulo (Adpesp), até agora o governo não fez nenhum esforço para tentar chegar a um acordo com o movimento.

Punição aos grevistas

Na última sexta-feira, 19, o Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, disse que os policiais que aderirem à greve serão punidos com descontos nos salários.

Ele também determinou que a Polícia Militar deveria fazer os Boletins de Ocorrência e encaminhar à Promotoria Pública, em caso de dificuldades de registrar as ocorrências nos distritos da Polícia Civil.

Na sexta-feira foram feitos 139 boletins, ontem(sábado) foram realizados 23 ocorrências no estado todo, pela PM.

Em agosto

No dia 13 de agosto, a polícia entrou em estado de greve, permanecendo por sete horas paralisada. Além dos aumentos salarias, também reivindicam a eleição direta para delegado-geral.

Saiba mais sobre a paralisação do dia 13, aqui.

Mais sobre a greve:

Greve da Polícia Civil de SP chega ao 6º dia com 80% de adesão, segundo movimento

Com greve, PM registra 23 boletins de ocorrência em São Paulo

(Paola Peres)

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Atenção motoristas que trafegam pelas rodovias Ayton Senna, Dutra, Fernão Dias e ainda em alguns trechos da Marginal do Rio Tietê, pois o grupo conhecido como gangue das pedras voltou a atacar quem passa por estes locais.

Os bandidos são conhecidos por colocarem pedras, paralelepípedos nas pistas, para que furem o pneu dos veículos. Assim, ao parar para trocar, o motorista é abordado e sofre o roubo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a setembro deste ano já foram registrados 21 casos, sendo que todos estão sendo investigados pela polícia. Mas segundo o delegado Sérgio Luiz da Silva Alves, os assaltos não são feitos pela mesma quadrilha, já que em cada roubo são diferentes os números de ladrões. Em uma ação o número de homens pode ser de três, quatro, cinco ou até mais.

Apesar de suspeitar de gangues diferentes, a polícia civil afirma que o método utilizado é sempre o mesmo, através de pedras nas pistas. Durante operações para tentar conter e prender os bandidos, a polícia já conseguiu prender um homem procurado pela justiça, além de pessoas que faziam arrastões em engavetamentos na Rodovia Ayrton Senna.

Atenção aos locais de ação dos criminosos

Na Marginal Tietê os roubos ocorrem depois do término da Ayrton Senna, entre o Viaduto Milton Tavares de Souza e a Favela Bela Vista. Na Fernão Dias, as ações acontecem no início da rodovia, no sentido Belo Horizonte. Já na Dutra, as quadrilhas atuam na chegada a São Paulo, próximo da Marginal.

Você que é motorista, fique atento. Se estiver em algum destes locais e o pneu furar, tente continuar andando o máximo que puder. Evite parar logo que acontecer o problema, chame ajuda. Se for abordado, tente não reagir e não esqueça de procurar a polícia.

Fonte: Estadão

Gangues voltam a atacar carros nos acessos a SP

(Paola Peres)

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Preocupados com a crise interna da Bolívia, centenas de bolivianos deixaram nos últimos dias a cidade de Cobija com destino a Brasiléia (AC) e Epitaciolândia (AC) em busca de abrigo. O município boliviano é a capital do Departamento de Pando, que faz divisa com o Acre, onde ocorreram as mais violentas manifestações no país vizinho. 

Os refugiados temem por uma reação do exército local. Desde a semana passada, soldados cuidam das instalações públicas do Departamento de Pando, que está em estado de sítio, por conta do assassinato de 15 camponeses favoráveis ao presidente boliviano Evo Morales na região.

A presença dos estrangeiros, no entanto, ameaça sobrecarregar os serviços públicos de Brasiléia e de Epitacionlândia. Ambas cidades são as mais próximas de Cobija, pelo lado brasileiro da fronteira.

O  Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) teve reuniões com o Itamaraty e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) na tarde de terça-feira ,16,  em Brasília (DF), para discutir sobre o êxodo emergencial dos bolivianos. 
“Se esse fluxo continuar, vai sobrecarregar a prefeitura”, disse o vice-prefeito de Brasiléia, Antônio Pacífico (PSB), ao jornal O Estado de S. Paulo. “Muitos se hospedam em casa de amigos, mas não sabemos onde isso vai parar.”

O defensor público boliviano, Waldo Albarracín, esteve no Brasil para averiguar a condição dos seus compatriotas. Ele já pediu às autoridades da Bolívia garantias para que os refugiados possam voltar para casa em segurança.

Um dos bolivianos que está no Brasil disse a um canal de TV da Bolívia que foi feita uma lista de todos que ganhariam abrigo em asilos e no Corpo de Bombeiros de Brasiléia e de Epitaciolândia.

Entre os refugiados estão dois representantes da oposição ao governo de Morales: a presidente do Comitê Cívico de Pando, Ana Melena, e o  senador do departamento autonomista de Pando pelo partido Podemos, Paulo Bravo.

Na terça-feira, o governador de Pando, Leopoldo Fernandez, foi preso por ordem do presidente Evo Morales. Fernandez é considerado culpado pelo assassinato dos camponeses que se manifestavam a favor de Morales.

Entenda a crise na Bolívia

Saiba mais:

Bolivianos cruzam a fronteira e se refugiam no Acre

(Lielson Tiozzo)

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O Brasil está próximo de ter centenas de novas localidades em seu mapa. Tudo dependerá da aprovação do Congresso sobre uma Proposta de Emenda Constitucional que devolve aos Estados a autonomia de criar cidades.  Tramitam em 24 Assembléias Legislativas o pedido de emancipação de 806 municípios.

O projeto já foi aprovado no último dia 3 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.  A aprovação definitiva do Congresso não deve demorar.  Em novembro vence o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para regulamentar a Emenda Constitucional 15. Promulgada em 1996, ela é responsável por tirar o direito dos Estados de autorizar a criação de novos municípios.

Se 806 novas cidades forem criadas, o Brasil passará a ter 6.368 prefeitos e um número adicional de 7,2 mil vereadores.

Exigências

Se a proposta for aprovada, haverá exigências para a criação de novos municípios. Um número mínimo de habitantes foi estipulado por Região: 5 mil no Norte e Centro-Oeste, 7 mil no Nordeste e 10 mil no Sul e Sudeste.

A arrecadação e o número de imóveis no aglomerado urbano terá que ser superior à média de 10% dos municípios menos populosos do Estado.  

O eleitorado deverá ser igual ou superior a 50% da população ou núcleo urbano constituído. 

Gaúchos lideram pedidos

O Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem pedidos de emancipação, com 124. São Paulo tem 54, a Bahia tem 112, o Maranhão 101 e o Mato Grosso 45.

Histórico

A Emenda Constitucional 15 foi proposta para frear o número de emancipações permitidas com base na Constituição de 1988.  Até 1996, os Estados tinham competência para declarar a emancipação.  Entre 88 e 96, surgiram 1.480 cidades.  A maioria sobrevive com a ajuda do governo federal, através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Onze anos após a sua primeira promulgação, a Emenda 15 deve ser modificada, devolvendo o poder aos Estados.

Saiba mais:

País pode ganhar mais 806 cidades

 (Lielson Tiozzo, com informações do jornal O Estado de S. Paulo, de 15/09/2008)

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