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Posts Tagged ‘Crime do papai noel’

Foram presos na madrugada desta terça-feira, 12, os empresários Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, e seu filho Renato Grembecky Archilla, de 49 anos. Eles são acusados de serem os mandantes da tentativa de assassinato da pulicitária Renata Guimarães Archilla, de 29 anos, em dezembro de 2001.

Pai e filho foram levados  ao Deic, mas devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória do Belém. Segundo o promotor do caso, Roberto Tardelli, o crime foi encomendado pelo avô paterno de Renata, Nicolau Archilla Galan, para evitar pagamento de pensão à jovem.

Os Archillas alegam inocência, mas a polícia não tem dúvida de que eles foram os mandantes do crime, uma vez que travaram com a publicitária uma batalha de mais de 10 anos, para que ela fosse reconhecida como da família. “A investigação de paternidade demorou mais de 10 anos, quatro exames de DNA foram feitos. Isso acabou fazendo com que eles (os dois acusados) ficassem cada vez mais apreensivos”, explica o promotor Tardelli.

O crime

A tentativa de assasinato ocorreu no dia 17 de dezembro de 2001, por voltas das 9h15. Renata estava parada dentro de seu carro, num semáforo na região da zona sul de São Paulo, quando um homem vestido de papai noel encostou no veículo e efetuou quatro tiros contra a moça. Três acerteram seu rosto e outro seu pulso esquerdo.

“Parei o carro, ele me encarou. Achei estranho e, sem falar nada, começou a atirar”, conta a vítima.

A publicitária teve que passar por sete cirurgias para reconstituir seu rosto, e a última foi em junho deste ano. “Perdi todos os dentes da arcada superior e tive de fazer um implante de osso na boca”, explica Renata.

Além de ter o rosto afetado, ela possui ainda uma bala alojada na coluna e perdeu 40% da sensibilidade da mão esquerda, onde levou um tiro.

O “papai noel”

O homem vestido de papai noel que atirou em Renata, é José Benedito da Silva, um ex-polícial militar da cidade de Sorocaba. Ele foi o único julgado até agora e já foi condenado por duas vezes, sendo a última em julho de 2006, quando foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão.

De acordo com as investigações da polícia, os mandantes do crime são de fato o pai e o avô de Renata Guimarães, por isso a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha determinou a prisão preventiva dos dois suspeitos.

Para Renata a prisão dos dois deu um grande alívio a ela, que atualmente mora em Santa Catarina, onde reconstruiu sua vida. Disse ainda que não sente raiva dos dois, mas espera que a Justiça seja feita, pois já sofreu muito.

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(Paola Peres)

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